Deixa que eu te descubra, anónima paisagem, Corpo de virgem que não amo ainda! Fauno das fragas e dos horizontes, Sonho contigo sem te conhecer… Sonho contigo nua, a pertencer Ao silêncio devasso e à solidão! Num pesadelo, vejo amanhecer O sol e o vento no teu coração!
E é um ciúme de Otelo que me rói! Só eu não posso acarinhar a sombra Do teu rosto velado! Só eu vivo afastado Dos teus encantos! E são tantos E tais! Que eu não posso, paisagem, Esperar mais!
Fabricados desde 1837, segundo antiga receita do Convento dos Jerónimos, os Pastéis de Belém, proporcionam hoje o sabor da excelente doçaria conventual portuguesa.